Vai entender as coisas da internet...
Tanta coisa estranha... tem aqueles e-mails de utilidade pública. Alguém me mandou um dizendo que se eu tomar Coca-Cola com Mentos, meu estômago explode. Eu pensei: “quanta utilidade! Salvou minha vida! Logo hoje eu tava pensando em tomar aquela coquinha geladinha com um Mentos dentro!”. Imagino o diálogo:
- Oh, garçom, me vê aí uma coca, por favor!
- Com gelo e limão senhor?
- Não, com Mentos!
E o pior é que ainda pode piorar:
- Estamos sem Mentos, senhor.
- Ah, então sai aí um guaraná Kuat com Big-big.
Outro e-mail de utilidade pública que recebi foi um falando que tem um número 0800 que substitui o 102! Liguei p’ra lá:
- Eu gostaria de saber o telefone da loja tal.
O cara respondeu:
- Senhor, não fornecemos este tipo de serviço.
E eu perguntei:
- Ah é? E este número serve p’ra quê?
- Para informar ao cliente que temos o 102 e deixar o senhor puto da vida.
Tem o orkut também! Taí o que mais me incomoda no orkut! Aquelas pessoas que apagam comentários. Você deixa um comentário, ela te responde “é mesmo, vou tentar”. Só que você não lembra mais o que disse antes; e agora não está mais lá! Outro dia, recebi um comentário “Boa idéia Alyson, vou tentar encaixar devagarzinho!” Eu fiquei pensando “minha nossa, o que foi que eu falei a essa pessoa??? Será que se pode falar esse tipo de coisa em público???” Fui olhar no perfil dela, ela tinha apagado o meu recado, mas tinha esquecido de apagar o da pessoa que comentou logo depois de mim, que dizia “gostei da idéia do Alyson, enfiar é uma boa...”. Como assim???
Outra interessante: você recebe “queria agradecer a todos vocês por terem lembrado do meu aniversário. Obrigado pelos votos de felicidade. Que Deus abençoe a todos”. Primeira vez que eu recebi, fiquei louco, pois eu não tinha lembrado do aniversário da criatura. Pensei “meu Deus, quanta ironia! Ela deve me odiar agora”. Mandei um recado me justificando e ela respondeu “tem problema não Alyson, tranqüilo”. Dá p’ra entender?
Outro dia recebi um recado desaforado “o que você estava fazendo fuçando no meu orkut? Dei permissão? Respeite minha privacidade”. A pessoa coloca fotos e informações pessoais em um site internacional e pede privacidade?? É a mesma coisa que chegar p’ra Carla Perez e pedir: soletre! P’ra uma mulher: faça baliza! P'ra um homem: abaixe a tampa do vaso! P’ra Dercy Gonçalves: viva mais cinco anos!
...vai entender as coisas da internet!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Vôo nudista
Viram a notícia? Empresa de viagens alemã cria o primeiro vôo nudista. Acho complicado. Quer dizer... na hora do pouso, tem que diminuir as luzes da cabine, o que vai ser impossível. Com o frio que faz dentro do avião, todo mundo pelado, o que vai ter de farolzinho aceso!... e ainda vai ter gente piscando. Sem contar com a visão desagradável daquelas coisas enrugadas e encolhidinhas de tanto frio. No entanto, um dos clientes da empresa, Peter Niehenke, achou a idéia brilhante! Lógico, é só lembrar dos faroizinhos acesos. Brilhante!!! Piscante!!!
A viagem vai ser dia 5 de julho, mês de férias. Eu fico imaginando a mãe que vai levar de férias o filho que ficou maluco de tanto ler gibi de super-herói e entra no portão de embarque errado. “Mãe! Voltou mãe! Minha visão de raios-x voltou!!!”.
Mas é engraçado. Uma distância de uns 385km, e a passagem vai custar o que equivalente a mais ou menos R$ 1.300,00. Será que é por isso que o vôo é nudista? As roupas são parte do pagamento!
O avião vai sair de Erfurt na direção da Península de Usedom, que, aliás, com o frio que vai fazer, o que não vai faltar dentro do avião são penínsulas (bem encolhidinhas).
Agora o que eu achei engraçado é que os 55 passageiros vão entrar vestidos no vôo e só lá dentro é que vão tirar as roupas. Já pensou no anúncio de bordo confuso? “Senhores passageiros, vamos iniciar a nossa decolagem, por favor abaixem suas calças e apertem os cintos.” Como??? E a empresa anunciou mais: “por razões de segurança, a tripulação voará vestida”. Você entra num lugar hermeticamente fechado, com 55 pelados e desconhecidos e fica de roupa por razões de segurança? Quais razões de segurança? Pentelho no suco? O certo seria “por razões de segurança, a tripulação se depilará antes do vôo”. De preferência, com cera quente. O passageiro olharia: “tá vermelhinho, meu suco tá seguro”.
Agora Enrico Hess - presidente da empresa de viagens - afirma que não quer que pensem que estão abrindo um clube de swing e a agência deles é uma agência como qualquer outra. Claro que é! Como qualquer outra. Aliás, eles têm o que qualquer agência de viagens comum tem: reservas de vôos, listas de hotéis e toalhinhas higiênicas para os assentos do avião.
Engraçado que o nudismo na Alemanha foi muito estimulado na década de 80 pelo sociólogo Heinrich Pudor. Sobrenome aliás muito incoerente. Deveria ser Heinrich Putarie. Mas é realmente interessante como tem evoluído de lá pra cá... já tem hotel nudista, restaurante nudista, agora vôo nudista... se a moda pega, daqui a pouco vai ter Igreja Universal do Reino de Deus nudista. Vai ser um perigo aliás, se eles copiarem o sistema do vôo. “Queridos fiéis, deixem suas calças na entrada. Na saída, quando as vestirem, não se preocupem com o volume faltando: sua carteira ficará em boas mãos”. Mas isto é assunto para uma discussão posterior...
A viagem vai ser dia 5 de julho, mês de férias. Eu fico imaginando a mãe que vai levar de férias o filho que ficou maluco de tanto ler gibi de super-herói e entra no portão de embarque errado. “Mãe! Voltou mãe! Minha visão de raios-x voltou!!!”.
Mas é engraçado. Uma distância de uns 385km, e a passagem vai custar o que equivalente a mais ou menos R$ 1.300,00. Será que é por isso que o vôo é nudista? As roupas são parte do pagamento!
O avião vai sair de Erfurt na direção da Península de Usedom, que, aliás, com o frio que vai fazer, o que não vai faltar dentro do avião são penínsulas (bem encolhidinhas).
Agora o que eu achei engraçado é que os 55 passageiros vão entrar vestidos no vôo e só lá dentro é que vão tirar as roupas. Já pensou no anúncio de bordo confuso? “Senhores passageiros, vamos iniciar a nossa decolagem, por favor abaixem suas calças e apertem os cintos.” Como??? E a empresa anunciou mais: “por razões de segurança, a tripulação voará vestida”. Você entra num lugar hermeticamente fechado, com 55 pelados e desconhecidos e fica de roupa por razões de segurança? Quais razões de segurança? Pentelho no suco? O certo seria “por razões de segurança, a tripulação se depilará antes do vôo”. De preferência, com cera quente. O passageiro olharia: “tá vermelhinho, meu suco tá seguro”.
Agora Enrico Hess - presidente da empresa de viagens - afirma que não quer que pensem que estão abrindo um clube de swing e a agência deles é uma agência como qualquer outra. Claro que é! Como qualquer outra. Aliás, eles têm o que qualquer agência de viagens comum tem: reservas de vôos, listas de hotéis e toalhinhas higiênicas para os assentos do avião.
Engraçado que o nudismo na Alemanha foi muito estimulado na década de 80 pelo sociólogo Heinrich Pudor. Sobrenome aliás muito incoerente. Deveria ser Heinrich Putarie. Mas é realmente interessante como tem evoluído de lá pra cá... já tem hotel nudista, restaurante nudista, agora vôo nudista... se a moda pega, daqui a pouco vai ter Igreja Universal do Reino de Deus nudista. Vai ser um perigo aliás, se eles copiarem o sistema do vôo. “Queridos fiéis, deixem suas calças na entrada. Na saída, quando as vestirem, não se preocupem com o volume faltando: sua carteira ficará em boas mãos”. Mas isto é assunto para uma discussão posterior...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Conversas paralelas
O que é isso??? Que desespero!!! Está um grupo de cinco amigos conversando (inclusive eu)... um deles resolve se desviar da conversa e estabelecer um diálogo paralelo... justo comigo! Meu cérebro é masculino: não consegue ao mesmo tempo cortar unha e ver TV; ou então comer e ler; ou comer banana com goiaba e cagar, mesmo que misturado com Activia!
A pessoa pode até achar que existe uma conversa mais interessante do que a coletiva, ok... e ele tem várias opções para reverter isso... sugerir que se mude de assunto... esperar acabar o assunto e mudar... deixar meu pobre cérebro à beira de um colapso.... e esta parece ser uma boa opção às vezes.
Aí eu fico com uma orelha em pé num assunto e no outro e, no final das contas, não penso em mais nada... minhas respostas não condizem com a conversa, ouço a pergunta de um lado e respondo à pergunta de outra pessoa... outra vez o cara me perguntou:
- E aí Alyson? Já assistiu ao filme?
“Sim, e não consegui tirar os olhos da personagem principal, tamanho era seu charme e beleza” foi minha resposta sobre Tropa de Elite.
Na verdade, quando alguém me puxa para uma conversa paralela e me conta algo do tipo:
- ...aí começou a chover. Como eu sou tranqüilo, esperei numa parada de ônibus. Um idiota passou com o carro e me molhou todo. Só de pensar nas sujeiras da lama... argh... que você sabe que é uma imundice. Ei, está me ouvindo?
Eu escuto:
- Bla bla bla bla. Eu sou bla bla bla bla um idiota bla bla bla de pensar bla bla bla que você bla bla bla está me ouvindo bla bla bla (???)
Isso é típico de conversa de mulher! Elas escutam mil assuntos ao mesmo tempo e conseguem entender tudo. Quando homens conversam, eles só têm certeza de uma coisa: querem falar no assunto até encerrar. Quando mulheres conversam, elas só têm certeza de uma coisa: nenhum assunto se encerra, ele cria pontes para novos assuntos. Aliás, o primeiro assunto da noite sempre será encerrado no final da noite... será o último tópico a ser encerrado.
A própria palavra mulher vem do latim mulier. Muli significa “pessoa” e er significa “que muda de assunto p’ra cacete”. Mas homem também tem a ver com isso. Homem vem da palavra latina homo, que significa “por favor, uma coisa de cada vez”. Depois acrescentaram a palavra sapiens, que significa “mexe mais e fala menos”.
A partir de agora tenho uma meta com relação a quem me puxa para conversa paralela... vou providenciar um aparelhinho igual a coleira anti-latido: cada vez que tentar cruzar conversa, choque no gogó!
A pessoa pode até achar que existe uma conversa mais interessante do que a coletiva, ok... e ele tem várias opções para reverter isso... sugerir que se mude de assunto... esperar acabar o assunto e mudar... deixar meu pobre cérebro à beira de um colapso.... e esta parece ser uma boa opção às vezes.
Aí eu fico com uma orelha em pé num assunto e no outro e, no final das contas, não penso em mais nada... minhas respostas não condizem com a conversa, ouço a pergunta de um lado e respondo à pergunta de outra pessoa... outra vez o cara me perguntou:
- E aí Alyson? Já assistiu ao filme?
“Sim, e não consegui tirar os olhos da personagem principal, tamanho era seu charme e beleza” foi minha resposta sobre Tropa de Elite.
Na verdade, quando alguém me puxa para uma conversa paralela e me conta algo do tipo:
- ...aí começou a chover. Como eu sou tranqüilo, esperei numa parada de ônibus. Um idiota passou com o carro e me molhou todo. Só de pensar nas sujeiras da lama... argh... que você sabe que é uma imundice. Ei, está me ouvindo?
Eu escuto:
- Bla bla bla bla. Eu sou bla bla bla bla um idiota bla bla bla de pensar bla bla bla que você bla bla bla está me ouvindo bla bla bla (???)
Isso é típico de conversa de mulher! Elas escutam mil assuntos ao mesmo tempo e conseguem entender tudo. Quando homens conversam, eles só têm certeza de uma coisa: querem falar no assunto até encerrar. Quando mulheres conversam, elas só têm certeza de uma coisa: nenhum assunto se encerra, ele cria pontes para novos assuntos. Aliás, o primeiro assunto da noite sempre será encerrado no final da noite... será o último tópico a ser encerrado.
A própria palavra mulher vem do latim mulier. Muli significa “pessoa” e er significa “que muda de assunto p’ra cacete”. Mas homem também tem a ver com isso. Homem vem da palavra latina homo, que significa “por favor, uma coisa de cada vez”. Depois acrescentaram a palavra sapiens, que significa “mexe mais e fala menos”.
A partir de agora tenho uma meta com relação a quem me puxa para conversa paralela... vou providenciar um aparelhinho igual a coleira anti-latido: cada vez que tentar cruzar conversa, choque no gogó!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Sem título
Bem pessoal, humorista também chora... poeta também faz humor... enquanto isso, Alyson faz blog.
Quem nunca se sentiu assim?
OBS.: este blog continua sendo de humor. Só que, dessa vez, não consegui extrair humor do drama da vida-morte.
Quantas vezes já pedi
E Deus se recusa a tirá-la
Quantas outras desisti
E ele não quis aceitá-la
Leituras, culturas, farturas,
O lingüista que entende
O humorista que entretém
O homem admirado
Por alguns e outros mais
Mas sendo rejeitado
Por si mesmo e por não pouco
Nestas linhas em que jaz!
É culto, inteligente ou sábio
O lingüista que quer saber?
Acaso tem algum poder
O poeta que quer comover?
É divertido o humorista
Que faz rir, mas não sorri?
Porque lingüista e humorista
Rima com pessimista
E p'ra um poeta sem ação
Rima pobre é tentação.
Muitas vezes já pedi,
Deus se recusa a interromper
A vida que eu escolhi
E que não quero mais viver.
Fiquem à vontade para analisar poeticamente (mais do que pessoalmente) o material.
Quem nunca se sentiu assim?
OBS.: este blog continua sendo de humor. Só que, dessa vez, não consegui extrair humor do drama da vida-morte.
Quantas vezes já pedi
E Deus se recusa a tirá-la
Quantas outras desisti
E ele não quis aceitá-la
Leituras, culturas, farturas,
O lingüista que entende
O humorista que entretém
O homem admirado
Por alguns e outros mais
Mas sendo rejeitado
Por si mesmo e por não pouco
Nestas linhas em que jaz!
É culto, inteligente ou sábio
O lingüista que quer saber?
Acaso tem algum poder
O poeta que quer comover?
É divertido o humorista
Que faz rir, mas não sorri?
Porque lingüista e humorista
Rima com pessimista
E p'ra um poeta sem ação
Rima pobre é tentação.
Muitas vezes já pedi,
Deus se recusa a interromper
A vida que eu escolhi
E que não quero mais viver.
Fiquem à vontade para analisar poeticamente (mais do que pessoalmente) o material.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
O desabafo do sertanejo
Este texto não segue exatamente a linha dos outros, mas é uma crítica do mesmo jeito e com humor na pequena crônica que está inclusa.
A gente fala, fala, organiza o pensamento, segue regras claras (mesmo que estas regras não condigam com a norma culta), e vem algum metidinho a besta dizendo que algumas pessoas falam errado e outras falam certo. Eis aí o desabafo (e com razão) do sertanejo:
“Qual é o pobrema? Quando eu morava nos interior, achava que falá era só falá mermo. Despois que cheguei aqui na capital, discubri que tem um mói de jeito de falá. Só que o mais pior é que discubri que o jeito mais errado é logo o meu.
Discubri que eu sou muito burrim e burrinha também é mãe que me insinô a falá. Que diga, pensa que insinô, pruquê os povo da capital diz que nóis num sabe falá. Eu pregunto: falá selve pro mó de quê? Eles diz: pra tu dizer o que tu quer. É istrãi dimai! Pruquê eu sei dizer o que eu quero, mas eles diz que eu num sei falá.
Cono eu digo “nóis vai” eles diz que é errado, cono eu digo “avoar”, eles diz que é errado, “despois”, errado, “entonce”, errado, “cuma?”, pobi d’eu!
Parece que é um tal dum livro – dramática-patrão (??), sei lá – que sabe falá, mas nóis num sabe. Num sei como esse povim véi doido num inventa livro pra ensinar a piscar os ói, a andar, a cumê (já que já tem o que insina a falá), pruquê eu acho que até os ói nóis pisca errado!”
Estudem gramatiqueiros de plantão! Tudo na língua tem um motivo... mas é mais fácil dizer que está certo ou errado do que estudar os motivos, né?...
A gente fala, fala, organiza o pensamento, segue regras claras (mesmo que estas regras não condigam com a norma culta), e vem algum metidinho a besta dizendo que algumas pessoas falam errado e outras falam certo. Eis aí o desabafo (e com razão) do sertanejo:
“Qual é o pobrema? Quando eu morava nos interior, achava que falá era só falá mermo. Despois que cheguei aqui na capital, discubri que tem um mói de jeito de falá. Só que o mais pior é que discubri que o jeito mais errado é logo o meu.
Discubri que eu sou muito burrim e burrinha também é mãe que me insinô a falá. Que diga, pensa que insinô, pruquê os povo da capital diz que nóis num sabe falá. Eu pregunto: falá selve pro mó de quê? Eles diz: pra tu dizer o que tu quer. É istrãi dimai! Pruquê eu sei dizer o que eu quero, mas eles diz que eu num sei falá.
Cono eu digo “nóis vai” eles diz que é errado, cono eu digo “avoar”, eles diz que é errado, “despois”, errado, “entonce”, errado, “cuma?”, pobi d’eu!
Parece que é um tal dum livro – dramática-patrão (??), sei lá – que sabe falá, mas nóis num sabe. Num sei como esse povim véi doido num inventa livro pra ensinar a piscar os ói, a andar, a cumê (já que já tem o que insina a falá), pruquê eu acho que até os ói nóis pisca errado!”
Estudem gramatiqueiros de plantão! Tudo na língua tem um motivo... mas é mais fácil dizer que está certo ou errado do que estudar os motivos, né?...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Elegantes importados
Interessantes esses nomes internacionalizados postos para dar “elegância”, igual à elegante e enorme flor na lapela do Falcão, com seu paletó colorido e sua linda música “Ai loviú tunaite”. Nomes made in USA, cujo uso é desconhecido pelo pobre portador brasileiro e pela mamãe e papai que o escolheram.
Exemplos? Tem de sobra! Nick. Putz, Nick é apelido de Nicolas. Mike. Não seria Michael? Johnny. Ok, apelido de John. Jimmy, que deveria ser Jim, que, por sua vez, deveria ser James, se os pais não fossem tão carinhosos na hora de registrar. Todos são nomes que, de fato, conheço. Imagina se o Brasil fosse a grande potência mundial exportadora de filmes (e de apelidos transformados em nomes oficiais). Creio que em alguns países pobres e de população pouco instruída não faltariam menininhos e menininhas chamados Zé, Chica, Quinzinho, Quinho, Manu, Coca (com o O fechado) ou Tetê.
Imagina alguém falando em outra língua e metendo um nome desses no meio (e já que a hipótese é de que o Brasil seja uma grande potência, vamos tomar por pobres alguns países ricos). A mamãe francesa preocupada com a filha correndo na rua: “Attention aux voitures, Zefinha!”. Ou o papai inglês dizendo ao filho para apagar a luz: “Turn off the lamp, Mané”. Mais interessante ainda seria o chefe japonês dando bom dia à secretária Vivi: “Konnichiwa, Bibi-san”. Pobre menina, recebeu um nome com um fonema que nem sequer existe em sua língua materna... alguma semelhança com o Brasil?
O nome completo e oficial de Zefinha seria Zefinha-Hélène Pinot. O garoto inglês se chamaria Mané James Smith. Vivi, apesar do seu nome oficial ser o apelido Vivi (Vivi Hatsumoto), receberia como apelido do apelido, o.... enfim apelido “Bi-kun”, para os familiares e “Bibi” para os amigos. O namorado, apaixonado, faria o maior esforço para pronunciar a quase impossível fricativa V. Passados 30 anos de casado, chamaria “kasete bibi hanasenai”, que significa “que merda de honorável nome difícil”.
A verdade é que, do mesmo jeito que o apelido ganha apelido – Zefinha seria Zéfy, Mané seria Maney, e Vivi... complicação –, aqui também nos damos este privilégio, como Kiko, de Nick ou Jiminho de Jimmy.
Elegante e bonito mesmo é aquele nome que não tem K, W nem Y, consoantes duplas ou qualquer letra que não se pronuncie conforme a ortografia portuguesa. Abaixo os nomes internacionais, com letras duplas ou K, W e Y!!! Ass.: Alyson Vilela (bem que poderia ser Villela).
Exemplos? Tem de sobra! Nick. Putz, Nick é apelido de Nicolas. Mike. Não seria Michael? Johnny. Ok, apelido de John. Jimmy, que deveria ser Jim, que, por sua vez, deveria ser James, se os pais não fossem tão carinhosos na hora de registrar. Todos são nomes que, de fato, conheço. Imagina se o Brasil fosse a grande potência mundial exportadora de filmes (e de apelidos transformados em nomes oficiais). Creio que em alguns países pobres e de população pouco instruída não faltariam menininhos e menininhas chamados Zé, Chica, Quinzinho, Quinho, Manu, Coca (com o O fechado) ou Tetê.
Imagina alguém falando em outra língua e metendo um nome desses no meio (e já que a hipótese é de que o Brasil seja uma grande potência, vamos tomar por pobres alguns países ricos). A mamãe francesa preocupada com a filha correndo na rua: “Attention aux voitures, Zefinha!”. Ou o papai inglês dizendo ao filho para apagar a luz: “Turn off the lamp, Mané”. Mais interessante ainda seria o chefe japonês dando bom dia à secretária Vivi: “Konnichiwa, Bibi-san”. Pobre menina, recebeu um nome com um fonema que nem sequer existe em sua língua materna... alguma semelhança com o Brasil?
O nome completo e oficial de Zefinha seria Zefinha-Hélène Pinot. O garoto inglês se chamaria Mané James Smith. Vivi, apesar do seu nome oficial ser o apelido Vivi (Vivi Hatsumoto), receberia como apelido do apelido, o.... enfim apelido “Bi-kun”, para os familiares e “Bibi” para os amigos. O namorado, apaixonado, faria o maior esforço para pronunciar a quase impossível fricativa V. Passados 30 anos de casado, chamaria “kasete bibi hanasenai”, que significa “que merda de honorável nome difícil”.
A verdade é que, do mesmo jeito que o apelido ganha apelido – Zefinha seria Zéfy, Mané seria Maney, e Vivi... complicação –, aqui também nos damos este privilégio, como Kiko, de Nick ou Jiminho de Jimmy.
Elegante e bonito mesmo é aquele nome que não tem K, W nem Y, consoantes duplas ou qualquer letra que não se pronuncie conforme a ortografia portuguesa. Abaixo os nomes internacionais, com letras duplas ou K, W e Y!!! Ass.: Alyson Vilela (bem que poderia ser Villela).
domingo, 30 de março de 2008
A dor alheia e suas implicações
Outro dia eu estava me lamentando por algumas coisas tristes que estavam acontecendo na minha vida. Falei com uma amiga e ela disse que eu não ficasse triste, pois havia pessoas em situação pior que a minha e comentou sobre uma menina que, aos 22 anos, estava com câncer no cérebro.
Tudo bem, vamos por partes. Estou triste por causa de meu problema e agora, para completar, estou arrasado de saber que uma jovem vai morrer sofrendo! O que ela pensa que eu sou? Um egoísta sádico? Não sei por que, mas muita gente acha que a outra pessoa vai ficar feliz de saber que o outro está pior do que ela. Imaginemos a cena:
- Estou triste porque meu cachorro morreu.
- Não fique assim... veja como há situações piores; minha mãe morreu.
- Uau! Agora estou muito feliz! Você está na merda! Adoro ver você na merda!
Outro dia, em outra situação triste, meu amigo me disse: “você tem que se alegrar porque seu problema é só esse. Tem gente querendo matar meu irmão e, como me pareço com ele, fui seguido um dia desses.” Mas que merda! Agora além dos meus problemas, vou ter que ficar apavorado de andar com um amigo, com medo de levar um tiro!
As pessoas são realmente tão sádicas? Elas melhoram com a dor do outro? Acho que vou investir nisso e ganhar dinheiro. Vou criar uma empresa com serviços desde passeios em favelas a planejamento de acidentes de trânsito. O slogan vai ser: “Está triste? Seus problemas consomem você? Deixe um amigo aleijado e fique feliz!”
Claro, isso é proibido, mas pode facilmente passar pela aprovação dos deputados. Apresentaria a eles a proposta da empresa e mostraria como ela seria útil até para eles. Meu slogan, destinado a convencê-los, seria diferente: “Está sendo investigado por corrupção? Venha conosco ao presídio e veja o que acontece aos ladrões de galinha”.
Conclusão: sorria, morra de felicidade, pois o Iraque está em guerra e você não está lá. A cada bomba que cair, solte fogos de artifício em comemoração. Milhares de pessoas estão morrendo.... mas você não está lá.
Tudo bem, vamos por partes. Estou triste por causa de meu problema e agora, para completar, estou arrasado de saber que uma jovem vai morrer sofrendo! O que ela pensa que eu sou? Um egoísta sádico? Não sei por que, mas muita gente acha que a outra pessoa vai ficar feliz de saber que o outro está pior do que ela. Imaginemos a cena:
- Estou triste porque meu cachorro morreu.
- Não fique assim... veja como há situações piores; minha mãe morreu.
- Uau! Agora estou muito feliz! Você está na merda! Adoro ver você na merda!
Outro dia, em outra situação triste, meu amigo me disse: “você tem que se alegrar porque seu problema é só esse. Tem gente querendo matar meu irmão e, como me pareço com ele, fui seguido um dia desses.” Mas que merda! Agora além dos meus problemas, vou ter que ficar apavorado de andar com um amigo, com medo de levar um tiro!
As pessoas são realmente tão sádicas? Elas melhoram com a dor do outro? Acho que vou investir nisso e ganhar dinheiro. Vou criar uma empresa com serviços desde passeios em favelas a planejamento de acidentes de trânsito. O slogan vai ser: “Está triste? Seus problemas consomem você? Deixe um amigo aleijado e fique feliz!”
Claro, isso é proibido, mas pode facilmente passar pela aprovação dos deputados. Apresentaria a eles a proposta da empresa e mostraria como ela seria útil até para eles. Meu slogan, destinado a convencê-los, seria diferente: “Está sendo investigado por corrupção? Venha conosco ao presídio e veja o que acontece aos ladrões de galinha”.
Conclusão: sorria, morra de felicidade, pois o Iraque está em guerra e você não está lá. A cada bomba que cair, solte fogos de artifício em comemoração. Milhares de pessoas estão morrendo.... mas você não está lá.
Assinar:
Postagens (Atom)